Avaliação Geriátrica Ampla
Por Lucas Rampazzo Diniz
Publicação: 16/02/24
Atualização: 21/01/26
O que é Avaliação Geriátrica Ampla (AGA)?
A Avaliação Geriátrica Ampla (AGA) utiliza diversos instrumentos e escalas para melhor compreender a heterogeneidade do envelhecimento. Este processo não ocorre de maneira uniforme, resultando em diferentes perfis clínicos entre os indivíduos. Assim, há indivíduos robustos, até aqueles portadores de multimorbidade.
A AGA adota uma abordagem multidisciplinar, envolvendo diferentes áreas do conhecimento na saúde, com o objetivo de realizar uma avaliação abrangente da saúde e do bem-estar da pessoa idosa. Por esse motivo, todos os profissionais de saúde devem utilizar a Avaliação Geriátrica, incluindo aqueles em processo de formação.
Esse processo vai além das avaliações clínicas convencionais, pois contempla, entre outros aspectos, fatores físicos, emocionais, funcionais e sociais. Dessa forma, a Avaliação Geriátrica Ampla permite a identificação precoce de problemas de saúde e o planejamento de cuidados individualizados.
A realização periódica da AGA é essencial para promover o envelhecimento saudável, melhorar a qualidade de vida e garantir cuidados adequados, inclusive na fase terminal da vida. A aplicação contínua e a atualização dessa abordagem contribuem significativamente para a promoção do bem-estar e da saúde integral dos idosos.
Confira a lista de instrumentos disponíveis!
Como se caracteriza a Avaliação Geriátrica?
A Avaliação Geriátrica Ampla abrange múltiplos domínios, como funcionalidade, cognição, humor, estado nutricional, suporte social e risco de quedas. Por isso, diante dessa complexidade, a escolha dos instrumentos depende de diversas variáveis, incluindo preferências do profissional, da condição clínica do paciente, da proposta terapêutica (curativa, cuidados paliativos), do local onde a avaliação é realizada, como domicílio, ambulatório, ambiente hospitalar, hospice ou mesmo teleatendimento.
Os instrumentos de avaliação geriátrica incluem questionários, escores padronizados e dados obtidos durante o exame físico. Em geral, possuem fácil aplicabilidade. No entanto, é fundamental que o profissional tenha conhecimento técnico adequado para sua correta utilização e interpretação.
Cabe destacar que muitos desses instrumentos não foram originalmente desenvolvidos em estudos com a população brasileira. Por isso, deve-se utilizar apenas aqueles que foram traduzidos, adaptados e validados para o contexto local, sendo essa a diretriz adotada neste site.
Existem diversos protocolos de Avaliação Geriátrica construídos a partir desses instrumentos. Portanto, a escolha do protocolo mais adequado será feita de acordo com cada situação clínica, ficando a critério do profissional responsável.
Sugestões de leitura
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