Escala Visual-Analógica para dor (EVA)
Por Lucas Rampazzo Diniz
Publicação 29/08/2025
Atualização 23/04/26
A Escala Visual Analógica (EVA), do inglês Visual Analogue Scale (VAS), é amplamente utilizada para mensurar a intensidade da dor de forma subjetiva, por meio do autorrelato do paciente. Assim, por se tratar de um instrumento unidimensional, seu foco é avaliar a intensidade do fenômeno doloroso.
Esse método consiste em uma linha de 10 centímetros, que apresentada na posição horizontal ou vertical. Assim, o paciente deve indicar, ao longo dessa linha, o ponto que melhor representa a intensidade da sua dor, variando entre ausência de dor e pior dor imaginável. Além disso, a EVA também é adaptável para avaliar outros aspectos subjetivos, como ansiedade e qualidade de vida.
Na aplicação da escala EVA para dor, o paciente recebe uma linha sem marcações numéricas, contendo apenas descrições nas extremidades:
– Extremidade esquerda (ou inferior): ausência de dor;
– Extremidade direita (ou superior): pior dor possível.
O paciente marca na linha o ponto que corresponde à intensidade da dor naquele momento. Em seguida, o profissional mede a distância entre o início da linha e o ponto marcado, geralmente em milímetros ou centímetros. Então, quanto maior a distância, maior a intensidade da dor relatada. Contudo, existem versões que mesclam a EVA com a escala numérica para dor (NRS), onde a reta tem marcação de zero a dez.
A Escala Visual Analógica EVA apresenta diversas vantagens na prática clínica:
– Aplicação rápida e simples
– Fácil compreensão para a maioria dos pacientes
– Ampla utilização em contextos clínicos e de pesquisa
– Boa sensibilidade para detectar mudanças na intensidade da dor
Apesar da sua utilidade, a EVA possui algumas limitações:
– Requer boa capacidade de compreensão e abstração do paciente, limitando seu uso em pacientes com comprometimento cognitivo;
– Depende do uso de régua, o que pode dificultar comparações;
– Pode sofrer influência do nível educacional do paciente, aumentando a chance de erros;
– Dificuldade para uso verbal ou por telefone, pois o paciente precisa visualizar a escala;
– Não avalia aspectos da dor além da intensidade, como características qualitativas.
Orientação para aplicação
– Disponibilize uma folha de papel ou dispositivo eletrônico com uma linha de 10 cm, horizontal ou vertical;
– Oriente o paciente sobre as descrições nas extremidades (“ausência de dor” e “pior dor possível”);
– Peça que ele marque na linha a intensidade da dor no momento da avaliação. É opcional a adoção de um marco temporal (ex: “ontem à noite”);
– Meça a distância do início da linha até a marcação em mm ou cm para determinar a intensidade.

Por fim, para esta página foi desenvolvida uma versão virtual da EVA, sem necessidade do uso de réguas. Ainda não foi validado em estudos científicos, mas pode ser útil para o uso clínico.
Solicite ao paciente para selecionar o ponto que representa a intensidade da dor na reta virtual. Clique em resultado para a estimativa em milímetros.
Escala Visual Analógica (EVA) para Dor
de
dor
dor
possível
Interpretação*:
A interpretação pode ser extrapolada para os valores numéricos adotados pela NRS, contudo pode haver perda de acurácia. Jensen et al sugerem valores ligeiramente diferentes:
0 – 04 mm: Ausência de dor;
05 – 44mm: Dor leve;
45 – 75mm: Dor moderada;
Acima de 75mm: Dor intensa
Ressalta-se que, mais importante do que avaliações e classificações pontuais, é a aplicação seriada do instrumento e o julgamento quanto a variações ao longo do tempo.
* Salienta-se que os instrumentos de avaliação geriátrica devem ser utilizados em conjunto com anamnese e exame físico. Devendo ser interpretados sob a luz de julgamento clínico
Referências:
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