Funcionalidade
Por Lucas Rampazzo Diniz
Publicação: 12/01/2024
Atualização: 06/05/2026
A avaliação da funcionalidade do idoso é um dos pilares da prática geriátrica. Assim, ela permite analisar a capacidade do indivíduo de realizar atividades do dia a dia de forma segura, independente e eficiente. Essa avaliação considera múltiplos fatores, incluindo cognição, humor e aspectos físicos e sociais. Dessa forma, oferece uma visão ampla do nível de autonomia e independência do idoso.
Logo, avaliação funcional desempenha um papel essencial na identificação de limitações e na necessidade de suporte. Além disso, contribui para o planejamento de cuidados individualizados. Entre os principais benefícios, destacam-se:
– Identificação precoce de perda funcional
– Avaliação do risco de quedas
– Monitoramento da evolução em reabilitação
– Apoio na tomada de decisão clínica
Também fornece informações importantes sobre a necessidade de adaptações no ambiente, promovendo mais segurança e qualidade de vida.
As atividades básicas de vida diária (ABVDs) envolvem tarefas básicas de autocuidado, como:
– Alimentação
– Higiene pessoal
– Vestir-se
– Mobilidade
Para avaliar essas atividades, alguns dos instrumentos mais utilizados são:
– Índice de Katz
– Índice de Barthel
Contudo, as atividades instrumentais de vida diária (AIVDs) são mais complexas e estão relacionadas à autonomia na vida em sociedade. Exemplos incluem:
– Uso de telefone
– Administração de medicamentos
– Controle financeiro
– Realização de compras
Os principais instrumentos para AIVD são:
– Escala de Lawton-Brody em suas diferentes versões (07, 08 ou 09 itens)
– Questionário de Atividades Funcionais de Pfeffer (PFAQ)
Essas ferramentas são fundamentais para detectar perdas funcionais mais sutis.
Assim, diversos instrumentos podem ser utilizados na avaliação geriátrica funcional. A escolha depende do contexto clínico e do objetivo da avaliação. Por fim, recomenda-se combinar diferentes escalas para obter uma análise mais completa e precisa.
Sugestões de leitura:
Alves LC, Leite IC, Machado CJ. Conceituando e mensurando a incapacidade funcional da população idosa: uma revisão de literatura. Ciência & Saúde Coletiva 2008; 13(4): 1199 – 1207. https://doi.org/10.1590/S1413-81232008000400016
Paixão Jr CM, Reinchenheim ME. Uma revisão sobre instrumentos de avaliação do estado funcional do idoso. Cad Saúde Pública 2005; 21(1): 7-19. https://doi.org/10.1590/S0102-311X2005000100002
Roedl KJ, Wilson LS, Fine J. A systematic review and comparison of functional assessments of community-dwelling elderly patients. J Am Assoc Nurse Pract 2016; 28(3): 160-169. https://doi.org/10.1002/2327-6924.12273